Em Silêncio!

sexta-feira, março 23, 2012


 Resta! 


Ao ouvir tua voz, eu sentia algo de muito agradável e justo penetrar no meu peito, peito corpo e mentem que antes era um dinamitar de explosões Mali-guinas, sofrimentos absurdos e dolorosos me castigavam pouco a pouco. Sua voz tão distante me fazia sonhar e até mesmo uma ilusão de voar, ela penetrava como se fosse ar puro das montanhas em meus pulmões. Chegava devagar como se tivesse sendo trazida por milhares de gaivotas. Sua voz era e é agradável demais para que eu ficasse somente a ouvi-la, eu queria alem de ouvir, eu queria tocá-la, beijá-la, pega-la eu queria sentir-me livre como uma estrela, mas só com ela. Mas com frações de minutos ou horas, não sei o certo, mas sei que com bastante paciência naquele exato momento tão esperado, além de ouvi-la ou podia com minhas próprias mãos tocá-la, e com meus lábios beijá-la. Que monumento, que ser tão bela e agradável que Deus, pois na terra, de que matéria prima fez tão bela peça de arte meu Deus? De Amor puro, sem preconceito? Ao estar ali tão perto de ti, eu me sentia um deus, mas um deus do absurdo, um deus sem fé, é porque ali eu estava diante de tão bela peça sem se quer falar te amo, te amo, porque motivo não sei, mas saber que eu lhe amava eu sei, que deus é esse que não tem coragem de falar te amo. Por tão simples palavras, se foi à peça de Deus. Sem esperança, sem sorrir, sem chorar, mas com um adeus sem fim. Dias se passaram anos se passaram e eu voltei à mesma angustia de sempre, sofrimentos absurdos e dolorosos, sem poder amar, sem saber amar, só caçoar... Mas assim ia se a vida sofrida se levando, caminhando passo a passo, de um dia após dia. Mas entre dia e noite, noite linda, clara e repleta de estrelas, acompanhadas de musicas e bebidas, pista certa para um passo de uma peça de arte vinda do céu mandada por Deus. Ali naquela pista eu era o mestre, eu era o deus absurdo, posou a peça d arte, era ela a mesma que eu vi e que partiu sem esperança de voltar. Ao controlá-la eu resolvi pará-la e dizer-lhe que eu era o tal, o tal que não te falou amo, eu sou este que estas vendo, sou o mestre de vôo, aquele que um dia beijaste nos lábios. Dias mais dias se passaram e nós estamos juntos, vivendo um controlando outro. Você Deusa da arte, linda como sempre, agradável como nunca, pertence agora soa mim, és a minha peça de arte em exposição no meu coração. Eu sou seu deus absurdo, sou seu mestre a controlá-la. Somos dois numa só vida, somos dois sofredores do amor. Amor este feito de sorrisos, choros, brigas e de restos de amor. Só me resta você, e eu lhe resto a você! 11/04/1984 P.Nunes

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